10 de outubro de 2013

Deixe-me...


Resiste um pouco de você comigo
Cubra a minha solidão com a sua vida
Lave minhas feridas com o amor dessa água viva
Necessito da unção de um sentimento vivo
Preciso regressar, imediatamente, ao paraíso
Deixe-me... Fazer amor contigo

2 de outubro de 2013

Geração “Arre-BEAT”



Allen “Gaynsberg” (Ginsberg). Jack “Keeramacho” (Kerouac). E William “Berrounascalças” (Burroughs). Nem chegavam na sola de sua alpercata. Ele era o bicho do “zovão” da “mísera”! Enquanto todas as bucetas do universo apontavam para outro planeta, ele fazia questão de seguir o reto ao orifício do Sistema Solar. E ficava sob aquele sol escaldante, sentando em asfalto quente... sem fazer nada. Só ficava sentindo o frigir dos “zovos”. E quando os espermatozoides gritavam bem alto, ele batia uma para vos livrar de morrerem “CÚn-zinhados”. Como quem choca ovo em cú de calango, assim ele sentava sobre suas cabeludas e suadas bolas.  A diversão era contar caminhão! A adrenalina era pegar “sujesta” de traveco no Posto Santa Tereza. Realmente era um “fia duma égua”. Só que nem ele e nem a égua, sabiam da relação.

O pensamento tinha a clareza da luz de um lampião. A velocidade de um “espirro” de pica! Não podia ouvir um peido que corria o mundo besta no fio de carreira de uma jumenta. Cacto era flor enquanto urtiga era uma plantinha engraçada que não parava de fazer “cosca”, mesmo depois que sangrava. Mal amanhecia e ele já refletia sobre questões primordiais da vida: “Por causa de quê o calango, quando pegava na carreira, parecia uma mulher de salto alto?” E lembrou-se de seu avô. Um cabra macho! Que ele nem viu morrer. Mas mesmo assim, associa essa “façanha” com umas palavras esquisitas da gringa que morava dentro da tevê: “Bon Voyage!”
Pois a morte, para aquela mente tão subnutrida e imagética era o mesmo que brincar de pique-esconde sem nunca ser descoberto. Na escola, lembra que a “fessôra” falou que o “brazil” tava “mortu!” Até “os portuga” nos descobrirem. E ele sabia, tinha fé no Senhor!!! Que um dia, mais uma vez, ele pediria a benção ao seu vovô.



R.M

27 de setembro de 2013

Mancebo




Calma, mancebo! Aquela buceta de fogo vem sempre escalpelar tua rola. Puta do demônio! Rapariga, mulher do satanás!!! As pregas do cú parecem minúsculas lacraias a sangrar a glande. Cujas hemorroidas tu também estupras... Com teu magnífico galardão. E todo o orgasmo se resume a esperma... Excremento... E sangue.


R.M

O Despretensioso e a Arrogante



Quando pego em mentira. Negue!!! Negue tuuuuuuudo!!! Mesmo que se prove o contrário. Principalmente!

O cara, despretenciosamente, pede a mão da moça pra dançar. E ela, arrogantemente, o ignora como se fosse um pedido de casamento. E lá do alto ele grita!!! : "- Ei!!! Eu quero é ser só mais ummmm!!! Quem casa, quer casa, uma ova!!! Quem casa, quer é descasar. Isso sim!!!"

A moça perde o compasso. Desce do salto. Inícia o chororô. Sem saber que dalí em diante ela começou a amadurecer... Para o amor.


R.M

22 de agosto de 2013

Seu Cosminho em: “falling in love!” (Cof, cof, cof... Essa é boa!)



Coração batendo acelerado e o pau latejando bem forte. É... O cara está completamente apaixonado.
Mas mesmo assim ela não deu no primeiro encontro? Normal! “Sussa!” Vivemos em um país burocrático. E mesmo assim o cara não perdeu a paciência. Continuou atencioso e calmo? Tudo bem! Precisamos exercitar a diplomacia.



Todas as vezes que eles se viam, a rola pulsava por ela. Tadinha dela! Nem sabia o que se passava por dentro daquela calça. E olha que eles nem se conheciam. Um ingênuo bom dia já bastava.

Ao menos ela fingia muito bem que não percebia nada. Sempre andava com a cabeça nas nuvens e os pensamentos afogados em duvidas, se dessa vez realmente estava grávida. O problema era descobrir quem era o pai.

Mas o cara não tava nem aí! Seus “zovos” eram carregados de gala. A picona sempre apontava para o cú do universo. Ele era o “pica das galáxias!!!”  



|R.M  

26 de julho de 2013

Troca de Favores




- Chovia muito. A cidade estava um inferno d’água. O velho não se importava. Fumava e assobiava como se nada acontecesse. Em meio a esgotos a céu aberto, ele passeava como quem dança na chuva. Na central comerciária, não se via calçadas. Lixos surfavam nas ondas dos carros. Já havia passado das dezoito e trinta. Expediente, finalmente, encerrado. E estava lá, o velho, no meio do jogo dos sete erros. Não à toa. Nada é em vão depois de um dia ferrado. E nada pode ser mais surpresa após a primeira ferroada. Com toda a paciência do mundo, rumou de bar em bar. Buscava uma companhia feminina que pudesse lhe “trocar favores”. Não sentia falta de amigos. Mas sentia muito a ausência desse tipo de amizade. Sabe como é: cabelos longos, perfume barato, gírias desconcertantes e nada que se encaixe em seu mundo. Uma relação estritamente impessoal. Eram tempos difíceis... Um carinho em um “conhecido” não deveria ser tão mau. Afinal de contas, a noite não faz cerimônia. Todo mundo entra pra família depois que se é apresentado. Porém tudo se sucederia no plano meramente objetivo. Sem telefonemas, sem julgamentos, sem cobranças, e acima de tudo! Sem coração. E se na manhã seguinte ele lembrasse do nome... Pode ser que rolasse sentimento. Pena também é uma emoção. Em troca mesmo, só um... Imensamente... Muito obrigado. De bom grado! É ou não é a amizade, perrrfeita, entre homem e mulher? Devagar... Divagava o coroa em meio a respingos e barrofadas.




Heitor Monte Cristo

A Parada




DER-RU-BA-RAM A PARADA!

A PARADA caaaiiiuuu! Quebraram lhe as pernas. Agora ela não sobe e nem desce... Não se move. No ponto de ônibus, no local do táxi, a guarda da realeza britânica... Ninguém nunca mais a viu. O poste, que a viu pela última vez, está foragido, saiu correndo. E a PA-RA-DA, cadê? Toda estatelada, finalmente... Parou!




Heitor Monte Cristo

Bukowskifornication



O que seria do homem senão fossem os amigos e a licitude? Quando tudo está bem, “BOOM!” Desabamos de uma nuvem. Mas pra que mesmo assistir CALIFORNICATION? Lembrei! Pra nunca mais esquecer de Charles Bukowski! O velho “Buk” e essa série são duas coisas que nunca me decepcionam. Ahh! Lembrei de outra. Uma mulher de quatro. Imperatriz tem só um diferença de “Lost” Angeles. Aqui os anjos estão mortos.


Colchão, Travesseiro e Edredom







No colchão eu tenho o abraço de meus pais. No travesseiro, seus conselhos. E um edredom de orações. Todos os dias durmo bem abençoado. De geração em geração. Até a chegada dos descendentes. ABA PAI!

Seu Cosminho em: Romance



Rapaz “trabaiado!” Cansado das orgias da vida. Agora queria sossego real! Um sexo de verdade.


Ele "ambicionava" uma “muié” que esquecesse de si! Desse um trato na rola, da cabeça até as bolas. Uma cuspidinha na glande. Uns apertões suaves no tronco... zangasse a pica! E depois recebesse uma bela gozada na cara.

1 de julho de 2013

Delaware




Sem escrever mais nenhuma linha... Terminou a história. E a cada dia que passa,  me mantenho mais distante do ponto em que começou. E quando sofremos por dois, a dor é pior.

Quem ri de dia é porque sofre muito à noite. E o fracasso! Aceitar pra si mesmo que não deu certo... É sempre difícil.

Agora, terei que me acostumar com o som do toque mudo do telefone. Agora, terei que me convencer de que não posso fazer mais nada, de que nada mais pode e deve ser feito. Agora, tenho que me consolar com a desculpa imunda de um "seja o que deus quiser!" Mas deixar passar! Não tão "escape" enquanto a morte não me alcança. 

É assim mesmo! Daí consistem os grandes homens de meia tigela. Sorriso no rosto e feridas na alma. Mais uma vez fingir ser forte sendo forte perante o maior dos sofrimentos... Insuportáveis! É a história que nunca parou de acontecer se repetindo.

Só escrevendo, tentando por tudo pra fora, só assim quem sabe eu consiga me manter, pois a dor silenciosa da alma se oculta nos sorrisos artificiais do dia a dia. E quer saber de uma coisa. Dane-se a licensa poetica! Fui sincero demais ao dizer na primeira pessoa.



Ricardo Magno




Seu Cosminho em: Asfixia Auto-Erótica




Se liga “nas ideia”! O cara pega um cinto. Amarra em volta do pescoço. Se pendura em um local razoavelmente alto, esperando a gozada do século. Depois morre e no atestado de óbito sai: morte por asfixia auto-erótica. Chega lá do outro lado, envergonhado, ele diz que morreu porque foi enforcado pela mulher invisível. Isso sim é morrer de bater punheta! “Fia duma égua!”


Heitor Monte Cristo



19 de junho de 2013

Prosa Anal



São apaixonantes! Todas as encantadoras atrizes pornôs. Nunca vi gênero mais admirável dentre a feminina espécie humana. Quem vê um exemplar na rua, jura que elas vão a missa todos os domingos. É que elas sempre se ajoelham, mesmo sem nunca ter ouvido falar o que é o Terço.

... A gente só conversava quando ela estava de quatro ou na união da vaca. E nessas posições, tudo o que eu dizia ela “cú-sentia”. Um dialógo digno de Facebook... Várias cutucadas!



Heitor Montecristo

Seu Cosminho em: Delírios de Um Perverso



- ... Ela aprendeu a escovar os dentes observando a mão chupar pica.

- Mulher casada eu não quero! Mas também não dispenso.

- No mundo dos gays, cabra macho é assim: ele come o próprio cú pra que os outros não o comam.

- Asfixia Auto-Erótica! Depois ainda dizem que punheta não mata.

- Quem lambe cú quer comer a buceta. Quem puxa saco quer gozada no rabo.

- Tem mulher que enche a boca pra dizer que é “safada”, tarada e faz isso e aquilo. Ooooh vantagem! Hoje em dia, quem não é?

- Pra ser feliz eu só preciso de uma vagina, pra elevar a libido; de álcool, pra enrijecer o caralho; e da minha mente pervetida, pra elaborar os detalhes sórdidos.

- Masturbou na pica do maluco... Gozou o cara.

- Goza na boca da “muié” e conta vantagem. Oxe! Qual é a novidade? Não foi o primeiro e nem será o último.

- Quando ela paga boquete, entra num relacionamento tão sério com o meu pau, que até esquece de mim.

- Dizem que homem que é homem, “tá” sempre pegando uma mulher. É mentira! Homem que é homem sempre bate punheta. Não tem tempo ruim.

- Ela deu em cima de um amigo. O outro vai pegar, mas sou eu que vou comer.

- Foi até bom ter discutido com a minha namorada. Fazia tempo que eu não batia uma. E cá entre nós, eu não posso trair os meus princípios.

- No sexo oral, qualquer mulher se torna tudo o que um homem sempre quis.

Não sou uma causal perdida. Não sou amoral. À vezes escrevo coisas amorais. Acredito no amor! Tenho fé em deus! Com a mesma convicção de que é o coelhinho da páscoa que põe os ovos.



Heitor Montecristo






5 de junho de 2013

Software maldito




Um dia eu acabo contigo, software maldito! Meus amigos me perderam para sempre. A vida me perdeu para sempre! Nunca me tiveram e nunca me terão. Assim é minha vida. Assim sou eu.

Vós vos divertis quando saímos? Porque eu me sinto um palhaço! Muita vontade de potência pra nada. E se Maomé não vai até a montanha, a montanha vai até a “meeerda!”

O livre arbítrio ao extremo é abrir mão do que não nos foi reservado enquanto meus pais também me perderam para sempre. Já não sinto mais nada.

De agora em diante, se quiser, pois que vós vindes até mim. Vós que tem vigor, sabedoria e coragem. Vós que eis o oposto de mim.

Apesar de ter a convicção do quanto o meu caminho é obvio, continuo me perguntando como fui parar onde cheguei. Mais uma vez perdido e encurralado.

Sem perceber, todos me perderam. E dentre vós deixaram que eu partisse.





Ricardo Magno