9 de julho de 2010

Dom





Querido Dom! Por mais persuasivo que o argumento seja, nada do que for dito poderá arranhar vossa brilhante e tão polida imagem construída ao longo de tantos anos. Até mesmo porque isso, com certeza, sempre esteve fora de qualquer cogitação.

Querido Dom! Posso até cometer alguns equívocos, mas não o velho erro de muitos dos cidadãos maranhenses. Não culparei a vós e nem sequer um indivíduo de vossa trupe por nenhuma das mazelas de nosso estado. Nada mesmo! Tudo isso ficou clichê demais.

Dom! Entre minhas palavras não se verá acusações e especulações insidiosas. Bastam as inúmeras conspirações oriundas do senso comum. Até porque, algumas pareçam plausíveis, já outras não exprimem nexo! E querido! Aumentar o misticismo em volta de sua aura é o que menos quero.

 Mas escute-me, Dom! Pois se toda essa calamidade, mesmo que indiretamente, não for de vossa responsabilidade; então vossa excelência está sendo muito mal assessorada. Porque no “clã baixo”, ninguém consegue mais ser enganado. Sinal de que vossa influência com “o povo” vem diminuindo.

Dom! Que a verdade seja dita! A excluir o bando de abutres babões sedentos por poder que simulam admiração, mas na verdade eles veneram é a grana. Fora eles, ao subtrairmos esses seres que por natureza já são subtraídos, ninguém mais se importa com vós. Mas Dom! Não seja tão cruel consigo.

Porque enquanto o povo pertencer a um rebanho cujo pastor só se conhece as costas, sempre haverá muito mais a que se lamentar. Pois o que era para conservar a pureza da flor de Lótus agora é consumido pela podridão, ficando mais sujo do que o pântano. Dom ou Dono? Benção ou maldição? Esse não era para ser o dilema de muitos dos mais brilhantes homens da história da humanidade.



Ricardo Magno

1 Comentários:

Jairo Sade disse...

Maldito dON! sonho, a cada dia, em ver-te queimando, lentamente, em praça pública, juntamente com teu brilho criminoso, tu inteligência criminosa, tua ância assassina e tua áura à base de sangue e torpeza.
Maldito dON! Será que eu e o teu Maranhão não podemos sonhar?